domingo, 18 de novembro de 2007

Carta ao Presidente da República

Ex. Senhor Presidente da República

Venho, por este meio solicitar a vossa excelência, um esclarecimento no que diz respeito à assistência médica e à sociedade em geral.
A assistência médica tem como objectivo promover, proteger ou recuperar a estes cuidados médicos sempre que necessitamos. Então senhor presidente pergunto-lhe o porquê do encerramento dos centros de saúde, tendo nós, jovens o direito à educação sexual e ao planeamento familiar. Com o encerramento dos centros de saúde que vossa excelência mandou encerrar, muitas grávidas têm de percorrer km de distância ou até mesmo de recorrer ao nosso País vizinho, sujeitando-se a perder os seus filhos ou até mesmo ao seu próprio falecimento, como já aconteceu por várias vezes, mães terem os seus filhos nas ambulâncias, derivado ao longo percurso que têm de efectuar.
Não me refiro apenas às grávidas mas também à comunidade em geral que necessita de cuidados médicos e, de efectuar esses longos percursos, acabando muitas vezes por não resistir antes de chegar ao Hospital mais próximo, devido à falta de assistência médica.
Então senhor presidente, que direitos temos nós sobre a saúde se vossa excelência encerra os centros de saúde, que temos perto das nossas residências?

Sem qualquer outro assunto, despeço-me atenciosamente,

Inês Domingues

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Os direitos do Leitor

Na frase "O verbo ler não suporta o imperativo. É uma aversão que compartilha com outros o verbo amar...verbo sonhar..." de Daniel Pennac, este mesmo quis exprimir a ideia de que, ler não deve ser uma obrigação, tal como amar e sonhar em que todas as pessoas têm de o fazer por livre vontade, tal como quando lemos apenas o que desejamos, quando desejamos e onde o desejamos realizar, pois segundo Daniel Pennac, existem dez direitos fundamentais que devemos permitir-nos como leitores e que devem ser concedidos também aos pequenos leitores, em vez de lhos negar, se desejamos que a leitura seja por elas um facto motivador e um verdadeiro prazer.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Bichos - Miguel Torga

A obra de Miguel Torga "Bichos" é como uma fábula. O autor tenta focar as personagens - Bichos , caracterizando-as tendo em conta as virtudes e os defeitos do homem. Sendo todas
personagens fazem parte da mundividência e do imaginário de Trás os Montes.
O pardal Ladino, o Galo Tenório, o Gato Mago, o Corvo Vicente assumem comportamentos de esperteza, machismo, comodismo, revolta, exprimindo sentimentos e emoções capazes de os aproximar do que é o comportamento humano.
O pardal Ladino é manhoso, esperto, é sempre focalizado de forma a criar confusão. O Galo deixa perceber um narcisismo e uma presunção que não o deixam perceber o triste fim que lhe estava destinado (ser cozinhado).
O Gato simboliza o acomodar do homem a uma vida materialmente estável, mesmo que tenha de submeter a sua dignidade.
O Corvo Vicente é uma personagem lutadora, tornando-se autónomo e independente do seu criador.
As personagens deste livro remetem-se para o comportamento humano, representando a rebeldia do homem e a vontade de lutar pela sua liberdade.
Miguel Torga foi estruturando um discurso especial capaz de criar um permanente mistério do que é humano e do que é irracional. A ficção recria acontecimentos vividos por personagens que se constituem como homens na "pele" de animais.